segunda-feira, 15 de março de 2010

Escute seu cú.


Anoitece todos correm pra internet é hora da caça as bruxas.
-E aew?
-Vai fazer o q?
-De que horas?
-Posso ir?
-vou me arrumar.
Sapato, perfume, calça, camisa, três colheres de sopa de moral cristã, 200 ml de insegurança corporal, justifica tudo nas frustrações e ta tudo pronto pra cair na festa.
Faltou uma coisa!
Escutar o cú. Pare pense no seu cú, pica buceta aonde você sentir mais prazer, pergunte o que eles querem. Respeite a vontade deles, pois é a sua.
Não há mais tempo para nossos dedos e mãos, estamos cansados desse casamento amargo com nosso próprio corpo. Queremos outros, queremos mais e mais todos os dias. Precisamos de outros corpos: bocas, cabelos, pelos,salivas,cheiros,lubrificações,suor,mordidas,pernas e uns tapas também é bom.
O céu estava logo ali era só se despir e mergulhar, se despir das três colheres de sopa de moral, dos 200 ml de insegurança e ser feliz. Todos no amor, rosas no cabelo, os hormônios em ritmo frenético, um litro de Sky com chá branco, uma cueca branca, um fio dental, um peito na boca, a cabeça no céu, os pés na água e o que sobra é a satisfação.

sábado, 13 de março de 2010

Partida


Cana, suor, cerveja, muita pinta e vários baseados não há melhor forma de dar as boas vindas ao semestre.
Fui embora
Andei
Subir
Desce
Andei mais e ao chegar SPLASH!
Piso em uma barata e a dedico ao meu vizinho recém defunto.
Como pode? Barrigudo, careca, parecia o tio Fred do Bob, era o sindico do prédio e vivia me dando curra por exercer atividades como: acionar os alarmes, tocar campainhas e murchar pinel de carro. Em um giro tornou-se um meninão magro, sentado, babando, sem pronunciar uma palavra.

É a prova de que o tempo passou e estou cá, eu homem, ele voltou a ser menino e agora nem no prédio que parecia ser dele mora mais.

Não sei entrar nas questões da finitude, meu esoterismo e minha ciência teóretica quantitativa se confundem,sinto e sei tanto que a indiferença é a melhor escolha.

Como talvez só restem as lembranças dos vivos, hoje escrevo a perda de um dos personagens de minha infância.

SPLASH!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Primeira Postagem


Boa noite meu publico imaginário.

Acabo de subir ao palco para contar-lhes o que me pega diariamente. Nada muito pesado, sou campeão quando o assunto é o gozo da vida.

Como nova bicha recém resolvida hoje vou falar de Lady Gaga. Essa semana, segundo meu querido calendário marcou a retomada das atividades acadêmicas. Já fui e voltei até sintomas criei, a fim de não entrar nessa rotina dolorosa que só terá fim em Julho. A única rotina que consigo seguir é antes de dormi e ao acordar assistir o clip de Lady Gaga, a dois meses atrás não fazia idéia de quem ela poderia ser, mas agora sei perfeitamente.

Quando tinha 10 anos (anos 2000) todos diziam que no dia 14 de agosto o mundo iria acabar. Na escola até um café da manhã para celebrar o fim do mundo foi organizado pelas professoras, lembro também que minha contribuição foi um bolo de macaxeira. Pois bem enquanto o mundo não acabava refletia sobre tudo o que iria sentir falta e uma das coisas que pensava era como seriam as cantoras do século XXI.

Dez anos depois descubro Lady Gaga a única das cantoras contemporâneas que não frustrou aquele Menino de dez anos.